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Ora viva!

Como já todos devem saber, vivem-se agora tempos conturbados com a pandemia do Covid-19, tendo-se tornado a Europa o epicentro da mesma.

Como medida preventiva, é recomendada a quarentena. Então e agora? Como podemos ocupar a nossa mente e tempo?

Para quem sofre de ansiedade, depressão, entre outros monstrinhos mentais, torna-se uma tarefa mais complicada.
No entanto, existem actividades que podemos exercer de forma a atenuar os sintomas de um isolamento prolongado.

Vivemos numa época, apesar de tudo, muito facilitadora, no sentido em que temos o acesso à tecnologia na ponta dos nossos dedos. Podemos agora organizar chamadas de grupo, de forma a matar as saudades e de nos mantermos perto uns dos outros. Falar daquilo que nos atormenta, de como nos sentimos e de formas de contornar isso são bons temas de conversa. Agora, mais do que nunca, temos de nos mostrar empáticos e solidários uns com os outros.

  • Jogos online - existe toda uma panóplia de jogos online com a opção de multi-jogador, para os mais variados gostos. Eu sou suspeita e por isso, aconselho Hearthstone e Town of Salem.

  • Jogos em família, sendo eles de tabuleiro, cartas, etc.
  • Aproveitar para fazer aquelas tarefas domésticas que por muito chatas que sejam, têm de ser feitas e que possam ter vindo a ser adiadas. Para quem sofre de depressão e possa ter os famosos sintomas de falta de energia, não se devem martirizar por fazer as coisas de forma gradual. Cada passo que dermos para chegarmos ao nosso objetivo, por muito pequeno que seja, deve ser sempre considerado uma vitória.

  • Colocar as séries e os filmes em dia para além de ser divertido, confere-nos a sensação de que o tempo passa mais depressa.

  • Para quem gosta de ler, agora é a altura mais que conveniente para colocar a leitura em dia.

  • Escrever para nos libertarmos um pouco da tensão que vamos acumulando também é, decerto, uma óptima estratégia.

  • Pratiquem algum tipo de exercício físico por casa e tenham uma alimentação equilibrada, assim como bons hábitos de sono.

Sei que a exposure é extremamente importante para qualquer pessoa, mas mais vital ainda para quem necessita de fazer a manutenção do seu bem-estar. No entanto, evitem ao máximo sair à rua. E mesmo que saiam, (tendo em conta que saem apenas em situações de força maior) façam-no tomando as devidas precauções recomendadas pela DGS.

Devemos todos ser responsáveis por nós e pelos outros. Não sabemos das fragilidades físicas ou mentais que cada um de nós tem, mas sabemos que há medidas preventivas que devem ser cumpridas.

 

Quero também deixar presente que estou disponível pelo instagram, caso alguém precise de conversar.

 

Cuidem-se.

publicado às 11:22

Ciclos

01.02.20

Olá!
Deixei o blog ao abandono durante algum tempo, por ter andado bastante ocupada, o que significa que por momentos me mantive estável. Foi óptimo... por momentos.

Não sou nada de criar resoluções de ano novo nem nada que se pareça. Não gosto por ser algo que se força, mas respeito quem as faça! E admiro até quem as consegue concretizar. Não seria de todo o meu caso.
Contudo, pensei que este ano tinha tudo para começar bem e assim continuar. Comecei a colher frutos em Dezembro, após meses de derrotas consecutivas.

Chega Janeiro e começa tudo a desmoronar-se... desilusões por parte de pessoas que menos esperava, dispensa do melhor trabalho que tive até hoje, que tal como a minha psicóloga me disse "assentava quase como um fato feito à medida".
A partir daí, começou tudo a intensificar-se. Neste caso, a ansiedade.

Ela sempre cá esteve e é saudável até certo ponto. Eu tenho noção disso! Estou até orgulhosa dos mecanismos, considerados bons ou maus - isso já depende da perspectiva de cada um - que fui arranjando ao logo de todos estes anos para lidar com ela. O que é certo é que, bons ou maus, resultam!

Mas ultimamente tem sido demais. E confesso não estar a conseguir lidar, pelo menos no seu todo. Cometi também o erro de tentar "resolver-me" sozinha. Pensei mesmo que ia conseguir lidar com tudo isto, sozinha.

Mas não é possível. Admiro quem consiga ultrapassar os seus demónios sozinho. Mas pedir ajuda é também sinal de coragem. Porque tudo assusta, inclusive pensar que temos de exteriorizar tudo aquilo que nos está atormentar. No meu caso, também me custou devido ao facto de voltar a um espaço ao qual tinha deixado de ir há uns meses.

On a lighter note, sei que vai ficar tudo bem. Porque já tive provas de que isso é possível. Temos só de ter bastante paciência enquanto percorremos o caminho até lá.


publicado às 13:12

bad brain day

30.12.19

 

 

Screenshot_20191230-220338_1.jpgHello!

Venho com boas notícias. Passei no exame de código!

Escusado será dizer que passei a noite cheia de insónias e naúseas, tal era a ansiedade. 

Mas passei! 

No entanto... Aprendi que um bad brain day é um bad brain day e não há nada a fazer...

Temos de saber lidar com estes dias e esperar que passe. I guess...

publicado às 22:05

Cada vez que começo algo novo, como na época dos exames que tive ou como um trabalho novo, passo por sintomas de desrealização. São tão fortes que não consigo ultrapassar e acabo por me prejudicar.

Começo a questionar quem sou, onde estou e o que me possa estar a ser dito simplesmente não me entra na cabeça. É como entrar em piloto automático, mas, ao mesmo tempo, é assustador. Existe uma sensação de falta de controlo e medo de deixar de conseguir reagir. Não sei explicar bem.

No entanto, ao escrever este post, encontrei este magnífico artigo que espero que me venha a ajudar, assim como a quem possa já ter sentido o mesmo.

publicado às 21:26

Eduquem-se

07.03.18

 

Hoje escrevo com a alma ferida.

Depois de muito ponderar acerca de o quão negativo este cantinho se iria tornar.

Mas a alma ferida não é de hoje, nem de uma semana, nem de um mês, nem de um ano.

 

"Sou mimada e não tenho preocupações para ter tantos pensamentos impulsivos", já para não falar de que "não irei conseguir sustentar-me," segundo alguém hoje me disse. 

Tenho uma palavra a dizer a quem julga que as inúmeras doenças mentais que se conhecem e até as que ainda se virão a conhecer, dependem desses factores: EDUQUEM-SE. Deixem de ser ignorantes. 

Não conseguem entender, não digam nada.

Não se trata de sermos mimados ou de não termos preocupações, antes pelo contrário.

Preocupamo-nos em demasia ou tornamo-nos apáticos. Escondemo-nos ou afundamo-nos em vícios para disfarçar os sintomas.

 

Há quem morra de doenças mentais por se sentir ridicularizado ou por sentir que ninguém os compreende.

 

Tem de ser mais abordado, melhor entendido, de forma a que se pare com o estigma de uma vez por todas.

 

No meu caso, a cada vez que alguém que eu tomo como um suposto apoio, desvaloriza o que sinto ou digo sentir, mais eu me sinto culpada (de quê?); mais eu sinto que me afundo.

Tenho sorte em ter amigos que nas alturas difíceis estão cientes do que sinto e que me vão aturando.

 

publicado às 14:57

domingo

08.10.17

Odeio domingos.

Ainda não são 3 da tarde e já tive: uma soneira desmedida, um ataquezinho de cólera matinal, uma nesga de entusiasmo pelo halloween e uma crise existencial.

 

Fico tão cansada de me aturar.

publicado às 14:29

self-bully

03.10.17

"Há coisas que não admitimos de maneira nenhuma que os outros nos digam; insultos ou ofensas. Se não deixamos que os outros o façam, também não podemos aceitar que sejamos os mal-tratantes de nós próprios." 

 

Nunca tinha ouvido tal coisa, mesmo tendo passado já imensos anos - ainda que de forma interrupta - por diversos tipos de abordagem. Mas faz imenso sentido, não faz?

publicado às 22:21

Ansi-depressão

29.08.17

Estive a ponderar durante uma imensidão de tempo acerca do post que se segue. Praticamente durante um mês, tendo em conta a data do meu último post, onde referia o meu desespero por férias.

 

 

Hoje escrevo sobre ansiedade e depressão - algo que a meu ver devia ter mais visibilidade. Mais uma vez, hesitei muito porque pensei que não fosse um tema adequado para um blog no sapo, por achar (erradamente) que, por aqui só deveria falar de situações neutras, alegres ou meramente opinativas e não de assuntos tão pessoais. Basicamente estava a ser contraditória, porque para que haja visibilidade, temos de, inevitavelmente, contornar a vergonha e dar conhecimento daquilo que nos é tão recôndito.

 

É algo que está sempre presente na minha vida, com a qual tenho vindo a aprender a lidar. 

Comecei por sentir um cansaço acumulativo, isto é, por mais que passasse a maior parte do tempo na praia sem fazer nenhum, por mais que saísse com os meus amigos e tivesse tempo para dormir até às tantas, o cansaço acumulava, gerando irritabilidade e não havia forma de me sentir relaxada. 

 

Não liguei muito de início, pensei que apenas teria de deixar de sair tanto e ficar por casa uns dias.

 

A partir daí tem sido sempre a descer.

 

Comecei a acomodar-me no isolamento, a tornar-me obsessiva e a sentir-me paranóica. A minha mente começou a fazer de tudo para que eu sentisse que não tenho qualquer valor para os outros; que sou um fardo.

Comecei a sentir uma empatia emocional excessiva, tomando os problemas alheios como meus, como se ao tentar estar na pele dos outros, a minha deixasse de me pertencer. 

 

Tendo já sido medicada e tendo aprendido uma série de técnicas para suprimir estes padrões comportamentais, seria de esperar que o conseguisse fazer. Muitas vezes até recorria a uma expressão que costuma resultar muito bem comigo: "Relativizar, relativizar sempre!"

 

Mas chegou a um ponto em que não estava a resultar e comecei a sentir-me fechar em mim própria. 

 

Comecei a ter dificuldade em adormecer, juntamente com pesadelos constantes. Ao acordar comecei a pensar nos dias que tenho pela frente como um desafio, ansiando que a noite chegue.

 

Não gosto muito de falar deste meu lado, mas a ideação suicida, - que confesso ser algo que parece cada vez mais inerente à minha personalidade - começou a intensificar-se. É mais intensa ainda quando sinto um sufoco na garganta. Ironicamente parece um mecanismo de defesa no sentido em que se pensa que para tal sofrimento existe uma solução tão definitiva. Somos mesmo os nossos piores inimigos. 

 

Há tanta mas tanta coisa que creio que fica ainda por escrever sobre este assunto, mas eu fico-me por aqui acerca dos meus sintomas.

 

Existem muitos casos diferentes com sintomas diferentes. 

Existem vários tipos de tratamento e eu confesso ser um tanto ignorante acerca dos mesmos, até porque ou não são divulgados tanto quanto deveriam ou são caros. 

 

Todo este extenso desabafo/testemunho, não só para poder expressar-me no meu espaço acerca daquilo que achoimportante falar, mas também para falar do que terá sido o foco de um dos meus ataques de pânicos recentes: as consultas são caras e as listas são longas!

Estou à espera que me chamem desde há imenso tempo. Há toda uma descoordenação que não se entende e que se estende, de certeza, a tantas outras áreas. 

Tomei uma iniciativa e decidi marcar consulta. Na altura nem perguntei o preço, até porque primeiro que consiga fazer uma chamada para o que quer que seja, já é uma vitória. Tendo em conta o local, pensei que fosse um preço meramente simbólico. Descobri estar enganada quando pedi a outra pessoa que ligasse por mim de modo a saber.

 

Vou ter de adiar para daqui a uns dias.

Eu posso adiar, ainda que contra a minha vontade e cansaço mental. Mas existe quem simplesmente não possa pagar tais valores, resignando-se a listas de espera intermináveis, em locais onde muitas vezes não se é tratado(a) da melhor maneira - não querendo de todo entrar no perigo da generalização.

 

A saúde mental é importantissima. É importante falar dela e arranjar mecanismos para que, TODA A GENTE, SEM EXCEPÇÃO, possa ter a melhor qualidade de vida possível. Não pode continuar a ser tão desvalorizada nos tempos que correm, onde existe cada vez mais propensão ao desenvolvimento de doenças mentais, tendo em conta o ritmo frenético em que vivemos. 

 

publicado às 14:03

im-not-anxious.jpeg

Fuuuuuck.

Chegou a altura pela qual não anseio nada que comece. Anseio mesmo é que acabe!

A altura de procurar estágio e ir a entrevistas. Uma altura turbulenta como só se pode esperar quando se faz as coisas em cima da hora.

Não dá para estar entusiasmada, não dá!

Principalmente por ouvir relatos aqui e acolá de como o local x e y são. É que, normalmente, quando é para falar das nossas experiências, temos uma estranha mania de salientar imenso os pontos maus, como se estivéssemos num braço de ferro com os outros. Como se quiséssemos afirmar que passámos sempre por pior.

Enfim, manias essas já muito entranhadas em nós.

Vou precisar de pedir ao Gustavo Santos uns clipes de voz personalizados, com frases de motivação, fazer meditação trascendental e começar a fazer running - que é correr, só que mais chique. Só me vejo a sobreviver desta forma.

 

Aqui vou eu, cheia de medo!

 

 

 

 

 

publicado às 19:35


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