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Gosto de estar sozinha. Afundada na minha música, ainda me sabe melhor. Talvez também por falta de paciência para rotinas já tão bem oleadas e para os outros.

Não é por mal.

Vou tendo os meus dias bons e menos bons. Mas sinto-me bem assim, sozinha. Sempre tive - e ainda tenho - dificuldade em lidar com a minha mente quando me isolo. Devido a pensamentos intrusivos, intensos, de culpa, de vergonha, de autocomiseração.

É também verdade que já tive mais paciência. E agora não tenho tanta. 

 

Em contrapartida, toda a terapia (alguma lírica) tem-me vindo a ensinar que o que eu penso e o que quero também é válido e importante. Não são só os outros que importam (por vezes até podem ser bem egoístas).

Atenção, somos todos egoístas até certo ponto, mas há que saber regular a torneira.

 

Para racionar o pouco plafond de paciência que muitas vezes temos, vale ouro aprender a apreciar a nossa própria companhia.

Até por uma questão de amor-próprio.

 

 *

 

publicado às 23:28


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