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vox nihili

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31
Mar18

"O que se encontra no meio de papelada?"

vox nihili

Narrativas!

 

Fiz a que se segue em contexto de formação, para aí quase há 2 anos. Não sou boa no que toca à memória e, pelos vistos, nem à organização! Ou não estaria a maior parte do dia a procurar um folheto A5 no meio de edíficios de folhas A4.

carta já me tinha dito até vezes sem conta que devia postar isto, que até me fornecia a fotografia que lhe mandei na altura.

Tenho de confessar que vou alterar algumas falas e substituir algumas palavras por outras. Porém, mantendo a sua essência.

Tenham em conta que não é nem nunca foi de todo, o meu forte.

Ora, já estou a esticar-me muito. 

 

Eis a dita cuja:

 

"A raiva e a tristeza encontraram-se no bar "Introspecção Excessiva". Era um bar situado em Viena, sombrio, no meio de um cruzamento ambivalente, – que juntava a Rua da Esperança à do Desalento. Decorria o ano de 1919 e era aquele, na altura, o bar predilecto das emoções.

A tristeza, azul e pálida suspirava, enquanto a raiva, de tez vermelha escurecida, tentava localizar uma vítima para alguma das suas frustrações.

Chegou a alegria de braço dado à memória. A raiva e a tristeza olharam imediatamente de soslaio, tentando prever o que aí viria.

 

A alegria aprochegou-se de forma desenfreada, fazendo com que o seu corpo composto de lantejoulas douradas chocasse contra o da tristeza, que por sua vez, se encolheu tanto que ficou sem ar.

— Tu és sempre a mesma coisa! – praguejou a raiva, ao mesmo tempo que o vermelho escurecido do seu corpo se esvaía em fumo.

Prontamente a memória colocou água na fervura.

— Vamos ter calma e tentar criar bons momentos entre nós. Afinal de contas, dependemos uns dos outros, queiramos ou não. – disse, um tanto cansada, coberta por um manto de luzes intermitentes.

Todos os dias se originava uma discussão sem que qualquer motivo significativo que o justificasse.


Entrou um senhor no bar. Era o Dr. Freud.

Juntou-se ao grupo das emoções de uma forma despreocupada e sentou-se.

— Queria um shot esquizofrénico, por favor. – pediu quando apanhou um empregado a passar pelo corredor. 

Chegou o shot, de cor azul noite, tão depressa quanto foi ingerido.

Freud ficou de cara com aqueles seres e, imediatamente, sentiu o ambiente hostil entre o grupo.

Procurou freneticamente algo nos bolsos e estendeu o seu braço até ao centro da mesa, onde pousou um cartão com uma morada.

— Passem por lá. – sugeriu. Deixou moedas em cima da mesa e foi embora, visivelmente apressado."





07
Mar18

Eduquem-se

vox nihili

 

Hoje escrevo com a alma ferida.

Depois de muito ponderar acerca de o quão negativo este cantinho se iria tornar.

Mas a alma ferida não é de hoje, nem de uma semana, nem de um mês, nem de um ano.

 

"Sou mimada e não tenho preocupações para ter tantos pensamentos impulsivos", já para não falar de que "não irei conseguir sustentar-me," segundo alguém hoje me disse. 

Tenho uma palavra a dizer a quem julga que as inúmeras doenças mentais que se conhecem e até as que ainda se virão a conhecer, dependem desses factores: EDUQUEM-SE. Deixem de ser ignorantes. 

Não conseguem entender, não digam nada.

Não se trata de sermos mimados ou de não termos preocupações, antes pelo contrário.

Preocupamo-nos em demasia ou tornamo-nos apáticos. Escondemo-nos ou afundamo-nos em vícios para disfarçar os sintomas.

 

Há quem morra de doenças mentais por se sentir ridicularizado ou por sentir que ninguém os compreende.

 

Tem de ser mais abordado, melhor entendido, de forma a que se pare com o estigma de uma vez por todas.

 

No meu caso, a cada vez que alguém que eu tomo como um suposto apoio, desvaloriza o que sinto ou digo sentir, mais eu me sinto culpada (de quê?); mais eu sinto que me afundo.

Tenho sorte em ter amigos que nas alturas difíceis estão cientes do que sinto e que me vão aturando.

 

21
Fev18

recaída

vox nihili

Vem de forma gradual.

Mas existe a vantagem de por vezes se ter algum conhecimento dos sinais de recaída, graças aos anos e anos de batalha. Embora, por vezes, não estejamos preparados para lidar com.

Cansa imenso tanto física como mentalmente. Chegamos a um ponto em que sentimos que nos vai rebentar uma veia qualquer no cérebro, devido à pressão imensurável que sentimos na cabeça. Não só na cabeça; no peito; na garganta.

Uma sensação de despersonalização que nos faz acordar de uma hibernação mental instântanea.

A meio do estágio/trabalho. A meio do caminho para casa. A meio de uma conversa. A meio de um descanso no sofá.

As mãos tremem constantemente e as pernas começam a tremer a cada passo que damos,  - isto não é figurativo, - e a nossa memória parece cada vez mais deteriorada.

 

Começamos a questionarmo-nos acerca da falta que fazemos ou não.

Começamos a idealizar situações que queremos muito colocar em prática para acabar de uma vez por todas com o sofrimento. Cada vez mais com uma naturalidade cortante e fria.

Porque tudo isto não faz sentido. Levar uma vida em que nos sentimos cada vez mais inúteis. Sempre com um sentido de inadequação que não passa, nunca. Somos estranhos e paranóicos. A nossa personalidade é oca. Pensamos nós.

 

Há dias desabafava com um amigo, que me tem ajudado bastante ultimamente, e ele disse-me algo que me ficou na cabeça pelo sentido que fazia: acabamos por idealizar situações em que nos magoamos devido à negligência de outros.

Não fomos ouvidos o suficiente. Se calhar a forma como nos disseram a frase x não foi a mais correcta ou foi até mesmo ignorante. Que não é nada de especial porque não é físico. Como se fosse algo apenas unidimensional. 

 

Não gosto mesmo nada de ser a pessoa que diz o que se segue, mas entendo que acaba por ser verdade: "só quem passa por isto, consegue verdadeiramente entender".

 

Estou exausta.

 

 

 

(posts mais frequentes e alegres surgirão quando possível)

 

 

 

 

28
Jan18

"Watching as I fall"

vox nihili

"Excuse me while I kiss the sky
Sing a song of sixpence, pocket full of lies
Thinking I'm okay, but they're saying otherwise
Tell me how I look but can't look me in the eyes
Watching as I say this and then I do that
Telling them the old words but in a new rap
Then I change my mind up and make them lose track
Shit I'm inconsistent I thought they knew that"

26
Jan18

Tag: 25 Perguntas Aleatórias

vox nihili

Olá!

Hoje vou responder a um tag de perguntas aleatórias, tendo sido a minha querida umacartaforadobaralho a tagar-me. Sigam-na se ainda não o fizeram! Obrigada toina!

 

1. Sais de Casa sem?

Por vezes sem a chave de casa. Sou muito distraída. 

 

2. Alguma marca de maquilhagem preferida? 

Preferida não tenho. Mas uso muitos produtos da catrice e da essence (thrift shop addict here!). Gosto muito de uma base para as pálpebras que comprei na kiko. Fica com um efeito pérola e fixa muito bem os pós durante o dia todo.

 

3. Flor/planta preferidos?

 Gosto muito de cactos deste género:

 Não sei qual o nome da espécie. Shame on me. E claro, rosas.

 

4. Loja de roupa favorita?

Não tenho uma loja de roupa favorita. Até poderia dizer primark mas... É mais pelo preço, não tanto pela qualidade. (Oops!). Gosto imenso da h&m.

5. Saltos ou baixos?

Tive a febre dos saltos no ano passado. Ultimamente não ando muito para aí virada. Daqui a um mês ou dois volta!

 

6. Cor favorita? 

Preto.

 

7. Bebida preferida?

 Sommersby/Coca-Cola.

 

8. Hidratante favorito? 

 Cien, sem pensar duas vezes!

 

9. Pretendes casar?

 Vamos ver 

 

10. Irritaste facilmente?

Por acaso aparento ser muito calma, mas sou um poço de irritações. 

 

11. Róis as unhas?

Quando estou mais nervosa, sim 

 

12. Já desmaiaste?

Que eu me lembre... não.

 

13. Onde estavas há 3 horas?

No estágio, acabadinha de chegar! 

 

14. Estás apaixonada?

Sim... 

 

15. Qual foi a última vez que foste ao shopping?

Já não me lembro... 

 

16. Assististe algum filme nos últimos 5 dias? Qual?

No domingo vi o "Paterson", do Jim Jarmusch, com o Adam Driver e a Golshifteh Farahani. Senti-me tão fascinada pelo filme que irei fazer um post sobre ele. (Eu, que tenho sempre algum receio de opinar por poder dizer algum disparate.) 

 

 17. Como estás vestida agora?

 Camisola branca, blazer preto, calças azuis e botas. Ainda bem que não respondo a isto num fim de semana! Eheh! 

 

18. Qual foi o último alimento que comeste?

 Não me julguem. Comi um donut à pressa de manhã porque já estava meio atrasada e foi o que tinha à mão. 

Tenho uma banana para colmatar essa asneira! 

 

19. Qual é o teu animal favorito?

GATOS! GATOS! GATOS! 

 

20. Como seriam as tuas férias de sonho?

 Com amigos e família numa casa de campo

 

21. Quais são os planos para hoje à noite?

 Netflix and Chill (literalmente, dont be a pervert). (ditto, my dear friend!)

 

22. O que estás a ouvir agora?

Servidor, Papéis a ser mexidos, pessoas a conversar e alguém ao telefone. Com uma música de fundo a ser sufocada pelos barulhos dos carros. Tão poético... o "Paterson" também é bastante poético. 

 

23. Colecionas alguma coisa?

Também vernizes já gastos. Carta, temos um problema! Hahaha! Recentemente cartas de star wars pelo continente. Don't even ask 

 

24. Comes fastfood?

Mais do que o que devia!

 

Sintam-se todos bem-vindos aqueles que vierem a ler este post, para responder a este tag!

01
Jan18

2018, show me what you got!

vox nihili

  

Olá!

Mais uma vez tenho andado meio ausente. Tive uns problemas mais graves que me fizeram afastar um pouco.

Obrigada à querida Ana pelos desejos de um bom ano novo. Visitem-na que tem posts muito intrigantes e engraçados para ler.

Estou tão atrasada em visitas e comentários. Que vergonha! Prometo que quando estiver mais okay, irei voltar com mais regularidade.

 

Até lá, um excelente ano novo a todos! 

 

Uma questão que não tem absolutamente nada a ver... alguém que esteja a ler isto está a pensar ir ver os stone sour?

 

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